De meados para o fim dos anos 90, com a segunda leva de webstartups* pipocando por todos os lados com suas idéias “inovadoras”, uma tecnologia chamou a atenção de muitos para aquilo que seria “um novo jeito de obter informação”. Tratava-se do push. Empresas como a Marimba (e o seu software Castanet, baseado em outra tecnologia revolucionária, o Java) tiveram milhões de dólares injetados, algo bem comum antes da tal bolha das pontocom em 2000/2001. Tempos depois, todos que aclamaram o push, principalmente a mÃdia especializada e os investidores, tiveram que engolir a seco, pois, assim como o Wap, esse novo jeito de se informar não passou de vaporware.
Tecnologias como o RSS e Atom mostram como o desenvolvimento para a internet amadureceu. Com pouco alarde, tornaram-se uma maneira muito mais eficaz e produtiva de se obter informações personalizadas. Dependendo da fonte de notÃcias que o usuário deseja, não será necessário visitar o site, o rss fornece um sumário (ou o post inteiro) do que há de novo no site, o que na maioria das vezes é o suficiente para saber se a informação é relevante.
Para tanto é necessário ter um leitor de rss. Existem centenas de opções espalhadas pela internet, a maioria gratuita, além de interfaces web como o Bloglines por exemplo. O infoscape é outro exemplo de leitor, porém bem simplificado. Ele fornece as últimas headlines presentes nos seus sites preferidos em um painel, que aparece/desaparece suavemente na tela.
O infoscape suporta tanto RSS 1.0/2.0 quanto AtomFeed, e já vem com alguns feeds pré-definidos que podem ser desablitados durante a instalação. É claro que você pode adicionar seus próprios canais (o infoscape chama os feeds de canais, algo que lembra bastante a “era do push”), e ainda é possÃvel configurar os paineis de cada canal de maneira individual, mudando a cor, o Ãcone por exemplo e o intervalo de atualização. Isso facilita caso você queira distiguir fontes de informação mais relevantes por exemplo.
O visual do infoscape, embora seja simples, é de muito bom gosto. E mesmo seguindo a máxima de que “menos é mais”, o maior pecado deste software reside justamente na interface: não há um leitor no estilo Active Web Reader ou Bloglines, por exemplo. Nesse quesito o infoscape lembra bastante o plugin de RSS do Google Desktop Search, algo que pode dificultar a vida de quem tem muitos feeds. Se você procura algo mais sofisticado tente o Bloglines ou o FeedDemon. Mas se você quer apenas um leitor de feeds simples, bem leve e com suas notÃcias flutuando de maneira elegante pela área de trabalho, o infoscape é um ótima escolha.
*Embora o termo startup seja relativamente novo, extraoficialmente pode-se dizer que a primeira corresponde à companhias como Netscape, Yahoo!, WebCrawler, Lycos, AltaVista, AOL, etc.
Ouvindo :: NOFX – Punk guy (?)
Humor :: ocioso/entediado