O site de relacionamentos Orkut, vinculado ao Google, ganhou nesta semana um banner localizado na página inicial do usuário. Não se trata de publicidade externa, como o próprio serviço de publicidade do Google, o AdWords, mas de um anúncio do site Joga.com, criado em parceria entre a Nike e o portal de buscas e afins.
Dentre os sites do gênero, o Orkut é (ou era) um dos raros que resistem a utilizar anúncios (ao menos externos) em suas páginas. O motivo não importa, o Google apenas declara que não planeja obter lucros com o portal. A questão é que a exemplo do pioneiro SixDegrees, que fechou as portas em 2001, sites de relacionamento sem fins especÃficos como o Beltrano, Gazzag, 1Grau e o próprio Orkut, ainda não tiveram boas idéias para se tornarem lucrativos. E o Brasil é um caso bem especÃfico: um paÃs onde os grandes portais de internet (UOL, Terra, etc), que nunca enxergaram um palmo à sua frente em termos de tecnologia, dificilmente mostraria idéias criativas ou segmentadas nesses tempos de Web 2.0. Como diria Marcelo Barbão, “há um atraso internético”, inclusive nas pontocom brasileiras. A maioria dos portais desse tipo que surgiram no paÃs apenas copiaram o Orkut, que por sua vez para muitos é um cópia Friendster. Entretanto não vejo ninguém dizer que o Friendster & cia são cópias do finado SixDegrees.
De qualquer modo, o tal banner do Orkut não é exagerado e nem polui o visual. Sou até favorável à anúncios no site, desde que não infestem as páginas é claro. Falar em publicidade contextual é desnecessário.
Em relação à funcionalidade no entanto, o que o Orkut precisa mesmo é de melhores recursos de filtragem contra spam, fiscalização de usuários falsos (filtrar isso depende muito mais do fator humano) e adição de pequenos recursos que já se tornaram triviais em outros portais, tags são um exemplo.
Orkut
Dados demográficos do Orkut
Matéria da Folha de São Paulo sobre o assunto
Ouvindo :: Pulley – Long lost trip (?)
Humor :: entusiasmado/feliz