Lembra do Windows 3.11?

Pobres adolescentes de hoje… (encarem o termo como acharem melhor), não viveram uma época áurea da informática – tosca, é verdade, mas ainda sim áurea. Eu mesmo, com meus vinte e poucos anos não vi tanta coisa assim, mas era mais empolgante naquela época do que deve ser pra você hoje, que todo dia vê algum PC no caixa do supermercado. Já eu, lembro muito bem do Windows 3.11: uma “casca” em forma de ambiente de desktop, que ainda não era um sistema operacional, e rodava sobre o DOS.

Me lembro na escola, nos idos de 1993 ou 1994, quando começamos a ter a primeiras aulas de informática: “- Esse é o MS-DOS. Quando chegar na tela tal, digitem ‘win.exe ou win ponto alguma coisa’ para entrar no Windows “. Dizia o professor, eu estava na 2ª ou 3ª Série, do comando é certo que não me lembro mais. De alguns programas sim, NeoPaint, NeoShow, Keen (suspeito que fosse Commander Keen, rodando direto do DOS) quando o professor não tinha o que fazer. Ensinavam alguns comandos de DOS sim, mas isso já não parecia importante, afinal tinhamos a interface gráfica disponível, e para qualquer criança isso é mais divertido e simples de entender do que a linha de comando.

E pensar que ainda vivíamos os resquícios da reserva de mercado e que os únicos computadores que eu me lembro de ter visto na época eram na recepção do hospital quando minha mãe foi marcar alguma consulta, e talvez no trabalho do meu pai. Eram aquelas caixas grandes com um monitor desproporcional em cima, de tela nenhum pouco plana piscando um cursor verde e um drive imenso de disquete. Saibam newbies, que de meados do 80s até 1994, era muito difícil importar equipamentos de informática do Brasil. Me lembro ainda que depois disso, quando fomos fazer algum trabalho em grupo na casa de um colega, ele dizia “-Essa é a máquina mais rápida do mercado”. Era um Pentium 90 (só sei do clock, porque vinha escrito e iluminado em letras verdes, naqueles gabinetes com BCD na frente). Não sei em que ano foi isso, mas hoje sei que não era exatamente a verdade, mesmo para um PC doméstico, mas ainda rodava Win 3.11.

Sei que durante alguns anos a escola mantivera os mesmos equipamentos, lembro que eram PCs IBM, até migrarem para Windows NT por volta de 1995 ou 1996 em máquinas Itautec. Em 2000 migraram para Pentiums Katmai 450 MHz e Windows 2000, como o que eu tinha em casa em 99, mas com o dobreo de RAM (128MB), e mais recentemente (em 2005), soube por um ex-professor que já eram Pentium 4 HT e Windows XP. Já não moro mais naquela cidade há 6 anos mas sei que de 2005 para cá, não demorará para eles migrarem, até o Windows 7 sair do forno.

Ficou interessado ou curioso para sentir o look n’ feel do Windows 3.11? Sem a linha de comando, é claro. Se você usa o WindowBlinds, pode testar o tema abaixo:

O tema, criado por mrrste, do DeviantArt, vem em versões para Vista e XP.

Por que tudo isso? Para que meus caros leitores que nasceram há 15, 16 ou 17 anos não fiquem impressionados com as facilidades que existem por aí. Esses efeitos de interface (que já são até velhinhos para a era da informação) são só perfumaria. Eu gosto de customizar interfaces, usar skins, temas e especialmente manter tudo organizado. Mas eu sempre fui fã da personalização simples e funcional, poucos programas, nada de excessos, e essencialmente aplicativos que não interferem na produtividade. Todo “frufru” que veio com o Aqua, Quartz, Beryl, Compiz, Aero, etc foram avanços que trouxeram sim benefícios importantes para o uso dessas interfaces, mas grande parte desses efeitos só servem para agradar aos olhos e degradar a performance da máquina. Por mais RAM que eu tenha, ainda prefiro desabilitar grande parte desses recursos. Talvez eu mude de idéia mais tarde, mas hoje não.

Ouvindo :: Cold – Wasted Years (4:07)
Humor :: zen/tranquilo

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