Abandonware: Cubic Explorer

Recentemente estive testanto esporadicamente algumas alternativas ao Windows Explorer, já prevendo que no futuro vou ter que adotar algo fixo pra substituí-lo depois que a Microsoft estragou ele no Windows 11.

Dentre as opções que experimentei, estava o promissor Cubic Explorer (em 2009, o HowToGeek fez um review dele). É um gerenciador de arquivos altamente personalizável, leve e simpático. Infelizmente o desenvolvimento cessou por volta de 2013 ou antes, e ele é meio instável, não servindo como um substituto por também ter algumas deficiências (só usando pra perceber).

Imagem do site do desenvolvedor obtido no mirror do WebArchive.

Apesar dos pesares, gostei da interface e da possibilidade de customização com temas, como não poderia deixar de ser. Ele dispõe de skins no estilo Chrome, Vista, Office, Ubuntu (minha preferida), dentre outras, algumas parecem meio brutas na renderização da interface, mas nada exagerado.

Além desses temas, uma das coisas que gostei é a ampla flexibilidade para definição de botões, separadores, opções de visualização e funções que podem ser selecionadas e adicionadas à interface, bastando arrastar e soltar.

Exemplos de temas no site do desenvolvedor.

A versão que usei foi a disponibilizada pelo PortableApps, e a instabilidade é um crash insistente ao clicar com o botão direito em áreas vazias da janela, possivelmente causado pelo FileMenuTools, uma extensão de shell muito útil que adiciona utiliários ao menu de contexto, então provavelmente não deve ser uma falha comum. De qualquer forma, o bug não impede o uso do CubicExplorer, pois a janela de erro que aparece dá a opção de ignorar e prosseguir.

Errinho chato, possivelmente causado pelo FileMenuTools.

No mais, descobri que um usuário do software criou um repositório no GitHub há alguns anos, na esperança de que algum desenvolvedor faça um fork do CubicExplorer, o que seria ótimo. Enquanto isso não acontece, e não migro definitivamente do Windows 10 (só o farei quando o suporte definitivo acabar), vou experimentando e sugerindo alternativas.

Sim, eu odeio a simplicidade ineficiente do Explorer adotada no Windows 11, que removeu atalhos e botões que me eram bem úteis na barra de ferramentas, e sinceramente não entendo os reviews positivos que vi quando o sistema foi lançado. Pra mim, foi um dentre MUITOS retrocessos na flexibilidade de personalização e usabilidade do Windows (a começar pelo Menu Iniciar e barra de tarefas).

Uso o Q-Dir frequentemente, pois gosto muito da abordagem de até 4 janelas numa interface só sendo mais útil para alguns fluxos de trabalho do que o simples uso de abas, mas não substitui a conveniência e o costume que tenho com o Windows Explorer padrão. Outras duas opções gratuitas que tenho testado e estou gostando são o Explorer++ e XYplorer Free, que embora tenha sido descontinuado em 2017 na versão freeware, ainda funciona muito bem.

Por hoje é isso 😀

Offpost: muCommander

Meme. Vi esse gerenciador de arquivos no LifeHacker e gostei. Acho que os usuários mais antigos (que viveram a época do Windows 9x) devem gostar. O muCommander é um gerenciador de arquivos para os saudosistas. Não é tão eficiente quanto o Explorer ou o Konqueror por exemplo, mas me lembro que no Linux, um gerenciador similar (MC ou Midnight Commander) quebrou muito o galho.

mucommander

Esse gerenciador me lembra muito algo que vi em uma edição antiga (novembro de 2000) da extinta Revista do Linux, numa matéria que tratava de diversos programas do tipo, e citava o Gentoo (um gerenciador e não a distro). Esse tal Gentoo era então baseado no Amiga Directory Opus. Tudo bem, tanto o MC quanto o muCommander são inspirados no Norton Commander, mas um detalhe que deve interessar aos modders é a possibilidade de variar a interface do muCommander: ele não suporta exatamente skins, mas nativamente é possível deixá-lo com a cara do CDE/Motif (meu preferido), Windows Clássico e “metalizado”. O programa ainda permite editar os temas e importá-los.

mucommander

A garotada de hoje e os que preferem o visual cheio de transparências e apelos visuais dos Vista, XGL ou Quartz de hoje vão torcer o nariz pra esse gerenciador, mas a questão é que sempre gostei desse visual mais old school. Quem sente aquela nostalgia digital de 10+ anos atrás tem que experimentar.

O muCommander é escrito em Java, portanto multi-plataforma e está disponível em diversos idiomas, inclusive português do Brasil.

Ouvindo :: Three Doors Down – Down poison
Humor :: zen/tranquilo