Análise: IceFire

Outro excelente programa desenvolvido pelo pessoal da k23 é o IceFire. Ele é um clone (ou algo parecido) da deskbar do BeOS, uma espécie de menu Iniciar muito mais bonito, e atualmente está passando por uma atualização (2.2 é a última versão oficial, mas a versão 3.0 está a caminho e parece ter ótimas novidades).

IceFire

O IceFire não é um shell. E não tenho certeza se ele pode ser configurado como tal, é provavel que sim. Quem tentar isso terá uma bela e minimalista área de trabalho com os seguintes items:

1 Um lançador de aplicativos.
2 Um relógio.
3 Suporte a addons, como um pequeno gerenciador de área de transferência.
4 Grandes e belíssimos ícones no desktop.
5 Docklets: menu de plugins acoplado ao menu principal, que pode ser minimizado/maximizado.

A maioria dos itens citados funcionam integrados ao menu do IceFire, exceto os ícones do desktop.

Dois plugins interessantes que acompanham o programa são o DiskSpace e o QuickLaunch. Ambos funcionam integrados ao docklet, e exibem informações sobre o uso dos discos rígidos e menus de atalhos respectivamente. Os atalhos do plugin QuickLaunch podem ser importados da barra de ferramentas do usuário (QuickLaunch do Internet Explorer) ou de uma pasta específica, além da possibilidade de serem adicionados via “arrastar e soltar”.

Coisas que não funcionam:
1 A opção “Find” do menu principal. Ao clicar nessa opção nada acontece.
2 O plugin Pulse, que é um monitor de CPU integrado aos docklets, fica estático em 0%.
3 O plugin SlideShow, que também é integrado aos docklets, funciona, mas não encontrei opções de configuração que o tornem útil.

Embora seja excelente, o plugin QuickLaunch tem um bug estranhíssimo. Não sei é do IceFire, do plugin ou do Windows, mas quando tentei iniciar um programa através de um de seus atalhos, antes que o programa iniciasse surgiu uma janela para mover arquivos, que não tem relação alguma com a ação executada pelo programa. Há uma solução pra isso, se você usa o TweakUI ou outro programa que habilita recursos ocultos do Windows, desative a exibição da opção “Copiar para…” e “Mover para…” do menu de contexto do Explorer (no TuneUp Utilities, utilize SystemControl > Display > File Types > Menu Operations > Files and Folders). É o sacrifício de um recurso útil em função da beleza.

Além disso, na pasta “addons/old” do IceFire há uma série de plugins antigos, provavelmente compatíveis com a versão 1.x, que pelo nome dos arquivos dll, parecem ter funções interessantes, pena que não consegui fazê-los funcionar na versão atual, mesmo movendo os arquivos para a pasta “addons”.

Problemas com shells: Há um problema para quem usa o BlackBox para Windows (e suas derivações: bluebox, xoblite, bblean), que provavelmente deve ocorrer com outros shells também: o menu de contexto da área de trabalho, que no BlackBox funciona como o menu iniciar, fica desabilitado ao usar o botão direito do mouse. Isso pode irritar alguns usuários, mas o menu ainda pode ser acessado usando a “tecla Windows” (lembra da janelinha entre o Ctrl e o Alt?). Isso me lembra um pouco o fato de que usuários do MacOS, por padrão, precisam apertar “Control + clique” para acessar um menu de contexto, caso utilizem um mouse de 1 botão só.

De qualquer modo há uma maneira de contornar esse empecilho, sem a necessidade de se utilizar a “tecla Windows”: clique com o botão direito sobre o IceFire, e no menu Settings, desabilite a opção “Show Desktop”. Você terá o menu de contexto do shell de volta, mas não verá os belíssimos ícones que o IceFire exibe na área de trabalho 😦 .

Aspecto visual:
1 Há 8 esquemas visuais para o menu principal, como BeOS, redhat, Blue, rebutZ, etc.
2 Diversos esquemas de cores, que na minha opinião não são muito úteis, mas dependendo da criatividade do usuário, podem gerar resultados interessantes de acordo com o esquema visual escolhido.
3 Também há 8 excelentes mini-bibliotecas de ícones para exibição dos drives no desktop.
4 É possível modificar a legenda dos docklets e do menu principal, e o modo como o a hora é exibida.
5 O programa suporta efeitos de transparência, com níveis diferentes para “menu ativo” e “menu inativo”.

A meu ver o IceFire lembra um pouco uma versão ultra-melhorada de um programa que já citei aqui no blog, o PKLauncher. E está no caminho certo, já que há alguns anos atrás eu havia testado a versão 1.x, mas não gostei porque era um pouco pesada para o meu PC na época (um Pentium III Katmai 450 MHz + 64 MB de Ram, de 1999). Hoje percebo que é um belo programa com bons recursos, e bem leve para micros mais antigos, de 2002 em diante.

Ouvindo :: NixonsTrampoline
Humor :: tenso/preocupado

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