DarkRoom no próximo release do Ubuntu

O DarkRoom é um belíssimo tema para o Ubuntu Linux, que agora virá oficialmente na distribuição, a partir da versão 8.10. O tema padrão atual, no entanto, continuará o mesmo.

A inclusão do DarkRoom se deve à grande popularidade por parte dos usuários, que tenho que concordar, faz sentido. O wallpaper não segue o estilo high-tech abstrato de outros sistemas como o Windows ou MacOS X, na realidade é mais orgânico, e aí nesso ponto tenho que concordar com a Canonical, que deixa o DarkRoom como um acessório, e não um tema default.

darkroom ubuntu

Já vi algumas menções esdrúxulas sobre o tema padrão do Ubuntu e o esquema de cores com descrições pejorativas como “marrom cocô”, que podem gerar polêmica, mesmo assim, embora “diferente” ainda considero de bom gosto.

Via LifeHacker

Ouvindo :: Lobão – Scaramuca
Humor :: zen/tranquilo

Desktops virtuais com o Dexpot

Assim como a maioria dos usuários de Windows, não tenho a cultura dos múltiplos desktops. Esse recurso é mais comum nos gerenciadores de janelas para sistemas Unix, como IceWM, KDE ou WindowMaker, o que faz com que os usuários desses sistemas estejam mais habituados a mudarem de área de trabalho em um único monitor.

dexpot

Mas é possivel ter esse recurso no ambiente Windows também. Embora o sistema da Microsoft não tenha múltiplos desktops nativamente, shells como o bbLean (variante do Blackbox for Windows) e programas como o Dexpot permitem configurar áreas de trabalho virtuais para facilitar a vida de quem vive com muitos programas abertos e não tem uma tela grande (ou não quer um monitor adicional). Talvez não seja muito fácil se acostumar com esses recursos, mas pra quem quiser arriscar, aí vai a dica.

dexpot

O Dexpot é um programa super leve, e pode ser acessado na bandeja do sistema (systray). No menu você acessa as funções dele, como Window Catalogue e Full Screen Preview: destacam as janelas abertas e divide a tela com amostras dos desktops, respectivamente.

Os outros componentes pricipais do Dexpot são:

  • Desktop Manager: exibe uma barra de atalhos para os desktops virtuais.
  • Desktop Preview: exibe uma janela com amostras dos desktops.
  • Desktop SlideShow: permite criar un slideshow com as áreas de trabalho. Inútil.
  • Desktop Windows: exibe informações diversas sobre as janelas.
  • Desktop Rules: permite criar regras para o comportamento dos desktops.

Por padrão o Dexpot configura 4 desktops virtuais, mas você pode ter até vinte áreas de trabalho se quiser, o que eu duvido muito que seja necessário. Há muitas opções a serem configuradas no programa, mas você só faz isso se quiser personalizar ao máximo o comportamento das áreas de trabalho.

dexpot configuration

Como há de se esperar dá pra definir níveis de transparêcia para diversos ítens, como o Window Catalogue e o Desktop Manager. Há também como escolher wallpapers diferentes para cada área de trabalho, resoluções, assim como escolher ocultar ou exibir certos componentes da shell que são exibidos nas outras áreas de trabalho. Há muito mais opções de configuração escondidas no programas, o que facilita a personalização para usuários mais hardcore.

Muito bom. 😀

via Lifehacker

Ouvindo :: Soundgarden – The day I tried to live
Humor :: tenso/preocupado

BarNone 1.03

O BarNone é um pequeno lançador de aplicativos da k23 Productions, para Windows, que lembra um pouco o LaunchIt. É fácil de configurar, leve e deve combinar com a maioria das shells.

barnone

Ele não precisa de instalador. Basta extrair em uma pasta e executar o arquivo “barnone.exe”. Por padrão ele fica sempre em primeiro plano – Always on top – mas basta clicar com o botão direito sobre a pequena barra do programa para acessar as configurações, que são as seguintes:

  • Add: adiciona os atalhos (inclusive pré-definidos pelo BarNone) e separadores.
  • Always on top: liga/desliga essa opção.
  • Recycle: ? ? ?
  • Settings: exibe uma janela de configurações para adição de atalhos, escolha de esquemas de cores, etc.
  • About/Close: auto-explicativos.

Embora seja um projeto descontinuado (baseado no também extinto s:Kimo-Jo, também da k23) pode ser um bom add-on para os usuários de shells como LiteStep ou GeoShell que querem um lançador de aplicativos leve e com visual discreto. A versão testada foi a 1.03, porém, a versão 0.95 (imagem acima), apesar de ser mais antiga permite ajustar a transparência da barra, além de ter o menu ligeiramente diferente.
Ouvindo :: Paradise Lost – Shallow seasons
Humor :: zen/tranquilo

Emerge Desktop é um bom shell

Os que já estão acostumados a viverem sem o shell Explorer, padrão do Windows, provavelmente usam alternativas como o LiteStep, GeoShell ou bbLean. Uma outra opção interessante nesse sentido é o Emerge Desktop.

É um shell sem grandes apelos de interface, porém é muito leve, estável, amigável e bem documentado. Ele pode substituir o Explorer, através de um gerenciador de shell interno, basta escolher o shell padrão no primeiro uso e reiniciar ou fazer logoff.

Assim como outras shells, ele segue o conceito de módulos, nesse caso chamados de applets, que adicionam funções à  interface. O instalador padrão vem com os applets básicos:

#emergeTasks: como a barra de tarefas, exibe os aplicativos em execução.
#emergeTray: exibe os ícones da systray.
#emergeVWM: um gerenciador de áreas de trabalho virtuais.
#emergeLancher: lançador de aplicativos, como o quicklaunch.
#emergeHotkeys: gerencia atalhos.

Para mover um applet, deve-se clicar com o botão esquerdo + click. Ao clicar com o botão direito do mouse sobre a área de trabalho, surge o menu “inciar”. Funciona como no bbLean, mas é a cara do XP. Há diversas opções escondidas, que permitem a organização do menu, nível de transparência do mesmo ou mudança de shell.

Encontrei alguma dificuldade em fazer com que o menu principal exibisse corretamente meus atalhos de “desktop” e “quicklaunch” em seus respectivos sub-menus. Acho que a solução mais prática nesse sentido, é editar manualmente esses sub-menus, no menu-editor (botão direito > settings > edit desktop menus > right > quicklaunch > edit menu item). no campo “value” utilize o seguinte comando: %UserProfile%Dados de aplicativosMicrosoftInternet ExplorerQuick Launch. Essa mudança deve ser feita porque o comando original do Emerge, serve apenas para versões em inglês do Windows. Já no caso do sub-menu desktop a solução pode ser parecida, mas comando original me parece meio “alien”. Se alguem souber me dizer como configurá-lo, ficarei grato.

Para quem ficou desanimado com as opções de personalização, é possível mudar os esquemas dos applets. Basta clicar com o botão direito + ctrl sobre o applet e escolher “Load scheme”, caso você já tenha algum esquema predefinido ou “Edit Current Scheme”. No segundo caso, surge um editor, com opções para escolha de cores, níveis de opacidade, estilos de gradiente e textura da interface. Dá para ter uma previsão de como ficará o esquema, mas ele não é tão completo quanto o bbStyleMaker do bbLean.

Há muito mais possibilidades com o Emerge Desktop. O programa vem com um arquivo de ajuda que pode ser muito àºtil para usuários mais hardcore, além disso o site tem boa documentação, uma comunidade ativa, e muito mais informações para quem quiser se aprofundar.

O Emerge pode não ser o shell mais bonito que eu já usei, mas certamente, é uma opção muito leve, versátil e mais estável que o SharpE por exemplo, e provavelmente mais intuitivo que o geOShell ou bbLean. Muito bom.

Atenção: as transparências de janelas exibidas nesse post não são um recurso do Emerge Desktop, e sim do PowerMenu. Mais informações nesse post.

Ouvindo :: Crossover – Starless
Humor :: zen/tranquilo

Montanha Russa na Desktop Art

Temos passado por um período “sutilmente turbulento” na comunidade Desktop Art. Não posso listar culpados específicos, mas há alguns fatores que podem ter contribuído para um certo clima de estresse dentre os membros da comunidade:

– Novatos preguiçosos: a descrição da comunidade é clara, e há diversos links que podem ajudá-los antes mesmo que possam fazer qualquer questionamento. Mas tem gente que tem preguiça de ler, de procurar a informação antes!
– Veteranos impacientes: é compreensível. Mas se quisermos preservar o clima amistoso que sempre foi marca registrada da nossa comunidade, é melhor ter um pouco de paciência e evitar discussões gratuitas e críticas infundadas.
– Mediação ineficiente: não posso estar presente sempre na comu, e compreendo que os mediadores também não, mas tenho notado a ausência marcante de alguns e a participação ativa de outros. Há algum tempo penso em mudar parte do staff de administração da comunidade, então fiquem atentos. De qualquer modo, todos os mediadores atuais, e ex-mediadores serão sempre creditados. 🙂

Todo esse blá blá blá é pelo que ocorreu nas últimas semanas na comunidade. Tive um pequeno estresse com o dono de uma ex-comunidade parceira, saída de membros e discussões por causa da preguiça de alguns novatos, piadas demais em momentos inoportunos, e discussões sobre o foco da comunidade (Linux?).

Eu pretendia enfatizar isso em outro post, mas é melhor tratar disso logo. A comunidade Desktop Art trata de customização de desktop (deskmod ou deskmodding, como queiram) independente de plataforma. Isso está bem claro da descrição da comunidade. Portanto, a comunidade não é dedicada a Linux, mas também não é dedicada a Windows, nem MacOS, nem Solaris, nem *BSD, nem AmigaOS, nem o escmbau! Não somos entusiastas de um sistema específico, e sim de todas as possibilidades de deixar nossos desktops com a nossa cara!

Nosso tema é deskmod, seja sobre shells (LiteStep, SharpE, bbLean), skinning (players e etc), ícones, gerenciadores de desktop (KDE, GNOME, XFCE, Blackbox, WindowMaker), screenshots, docks, barras de atalhos, etc etc etc.

O que ocorre no entanto, é que a maioria de usuários da comunidade (e do mundo), usa em seus desktops Windows. Daí essa onipresença toda.

E mais…

O Segundo Campeonato de Deskmods da comunidade Desktop Art começou faz tempo. Peço desculpas por não ter falado disso aqui antes. Já está na 3ª fase e tem diferenças sensíveis nos julgamentos dos desks em relação ao primeiro capeonato.

A mesa julgadora é composta por diiih, sinedrock, tupinikim, jrhidaka, jaiif e samocael.

Abaixo o perfil da comunidade no DeviantART, para maiores informações:
http://desktop-art.deviantart.com/.

Esqueci de alguma coisa?

Ouvindo :: Tanya Donelly – Wrap-around skirt
Humor :: triste/melancólico

SharpE Shell

Se meu shell padrão não fosse o BlackBox (bbLean), certamente seria o SharpE.

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Um shell pode receber diversas denominações no mundo da computação: desde um aplicativo de linha de comando, até o gerenciador de desktop. É diferente, no entanto, do gerenciador de arquivos explorer. O Sharp Environment ou SharpE é um poderoso substituto para o Explorer, o shell padrão do Windows.

Esse shell provê um visual bastante sofisticado para a interface do Windows, com a possibilidade de personalizar diversos componentes e adicionar recursos através de plugins, como é padrão para qualquer gerenciador. Os temas podem ser personalizados, tanto nos wallpapers quanto nos esquemas de cores, menus e pacotes de ícones.

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O SharpE não é um shell compacto, como as variantes do BlackBox ou o LiteStep. O pacote de instalação vem com muitos complementos, como monitores de recursos, linhas de comando, dentre outros módulos. Apesar de vir com tantas tralhas, o SharpE ainda é um software beta, que precisa da adição de alguns recursos, ganhos de performance e correção de bugs.

Quem estiver curioso pode checar a sessão de screenshots do usuários no site do desenvolvedor. É preciso observar que nem todos os componentes dos desktops, exibidos nos screenshots, fazem parte do SharpE: em alguns é possível identificar programas separados como o RocketDock ou Yahoo! Widgets, por exemplo.

O site, que tem uma navegação um pouco confusa, ainda tem um fórum que pode auxiliar os iniciantes e um blog da comunidade, lentamente atualizado.

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É necessário ter no mínimo o Windows 2000 para executar o SharpE. visto que ele não pode ser executado em variantes do Windows 9x. Não sei, no entanto se ele pode ser executado no Windows Vista.

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Bons testes, e boa sorte!

Links relacionados:
SourceForge: releases do SharpE no SourceForge.Net
SharpE Testing Day 3 Release 2: beta mais recente, há instruções detalhadas sobre como proceder na instalação, portanto leia!
Blizzle: novidades do último beta no Blizzle

Humor :: tenso/preocupado
Ouvindo :: Ira! – Envelheço na cidade

Pastas personalizadas com Windowpaper XP

O Windowpaper XP é um programa que permite personalizar as pastas do Windows com mais facilidade e mais recursos do que a opção “Personalizar esta pasta…” presente no gerenciador de arquivos.

A intenção principal do programa é modificar o plano de fundo das pastas, recurso introduzido no Windows 98, quando a Microsoft estava entrava na febre do da internet com seu Active Desktop, push (Active Channels), e o escambau, tentando integrar tudo isso ao seu sistema operacional.

Esse foi realmente um recurso bem interessante, presente no Windows9x/2k. Também podia-se mudar a cor do texto dos ícones, assim como adicionar descrições e formatações HTML/CSS às pastas. No entanto, a partir do Windows XP, essa opção foi estranhamente removida, quero dizer, ocultada. Sempre houve a opção de personalizar a pasta, mas não do mesmo modo presente no Windows 98.

Com o Windowpaper XP essa tarefa fica mais fácil, especialmente para iniciantes no mundo do deskmod. É possível fazer as modificações triviais (cor da fonte, plano de fundo), além de escolher cores sólidas como background. Também pode-se ter uma previsão de como ficará a pasta modificada e modificar diretórios em lote (uma pasta e suas respectivas subpastas). O programa ainda tem integração com o shell, facilitando as modificações através de um atalho, sem ser necessário executar o programa a cada modificação.

O Windowpaper XP exige poucos recursos do sistema, portanto não deve haver problemas para a maioria dos usuários. Uma observação importante: ele só funciona em versões a partir do Windows XP. Há duas versões disponíveis, 1.01 e 2.0 Alpha. Recomendo a versão 1.01, pois o grande problema da versão mais recente é que é necessário ter Microsoft .NET Framework 2.0, instale-o, e descubra o pior do mundo dos runtimes enviroments (lembra do Java? J2RE?). Além disso é uma versão Alpha, portanto ainda suscetível a instabilidades.

Ouvindo :: Jeff Buckley – Lilac wine
Humor :: tenso/preocupado