Old School! Dois gerenciadores de arquivos simplificados

Depois do Winamp, o segundo programa que executo logo depois de iniciar o Windows é o gerenciador de arquivos. Sempre usei o Windows Explorer, mas ultimamente tenho pesquisado outras alternativas. De novo. Há uns anos eu já havia tentado fazer essa mudança e descobri que existem opções bastante interessantes por aí, mas eu não me acostumei com nenhuma pelo excesso de recursos inúteis pra mim, lentidão, ou falta de algumas coisas com as quais eu me acostumara no Windows Explorer.

Como eu fiquei significativamente off aqui no blog, as coisas foram acumulando, e “descobri” alguns programinhas aqui dentre os quais eu ainda não tinha testado: Cool Explorer e FileNavigator. São dois gerenciadores de arquivos no estilo mais old school. Sem árvore de diretórios, o que pode torná-los mais difíceis de usar, porém que podem combinar bem com o estilo de alguns desktops, especialmente para aqueles usuários que vivem arrastando arquivos de uma pasta pra outra. No mais típico estilo de duas colunas, tanto o Cool Explorer quanto o FileNavigator servem também como clientes FTP. Eu não substituiria o FileZilla por estes programas, mas como durante muito tempo usei o WS-FTP, posso dizer que é mais intuitivo lidar com um cliente no estilo destes gerenciadores, do que com o FileZilla.


O Cool Explorer é o mais espartano dos dois programas, portanto não há muito o que falar sobre ele, a não ser que ele funciona, e ponto. Já sobre o FileNavigator (quem lembra muito o Midnight Commander), posso dizer que é um espetáculo de nostalgia. Ele tem uma interface tosca mesmo, que não se compara ao Windows Explorer ou Finder, mas tem muitas opções internas e algumas personalizações que podem inclusive deixá-lo com um visual mais hax0r, para aqueles mais empolgados com a informática de 10 anos atrás. Abaixo um exemplo com o fundo preto e a fonte Gelly.

O FileNavigator também tem suporte interno à diversos formatos de arquivos compactados, sincronização e comparação de diretórios, edição própria de atributos de arquivos, suporte a drives de rede, listagem de arquivos em texto, e mais algumas coisas… 😀

Em resumo, tanto o FileNavigator quanto o Cool Explorer são dois gerenciadores para puristas, que fazem o que devem fazer. Uteis especialmente para quem vive virtualmente dentro de um flashdrive ou usuários de shells que procuram alternativas ao Windows Explorer não necessariamente mais complexas. Lembram-se do MuCommander? Mais reviews de gerenciadores vem por aí.

Ouvindo :: Die Ärzte – Junge (3:07)
Humor :: tenso/preocupado

Bloco de notas feito de vidro? GlassNotepad

I’m Back!

Bem, não é exatamente vidro, mas o GlassNotepad é uma alternativa muito atraente para o bloco de notas, especialmente para que usa o Windows Vista ou alguns preview do Seven. Ele usa os efeitos da interface Aero e aplica em toda a janela de edição do editor. O visual é muito bom, melhor seria ainda se fosse no prompt de comando não? Pra isso tem o GlassCMD.

No mais, o GlassNotepad é um simples substituto para o Bloco de Notas que já vem no Windows, leve, sem muitos recursos e que não ocupa muito espaço em disco.

[LifeHacker]

Ouvindo :: Slipknot – Confessions (5:04)
Humor :: tenso/preocupado

Delay… Já volto!

Post rápido e direto: eu já exliquei isso num post no DeviantART. Bom, mas pra quem não acompanha meu journal por lá… O PixNix não está inativo. muito menos desativado. Eu é que estive basante enrolado neste mês de abril.

Março foi pura preguiça, mas abril foi puro trabalho e contratempos. Comecei a estagiar em um escritório de arquitetura, e além disso tenho é claro os trabalhos da faculdade, reorganização das tralhas do meu velho e companheiro PC (trocar só ano que vem mesmo), visitas em casa (moro só, e ter “hóspedes” repentinos embaralha totalmente minha rotina, rompe o fluxo de trabalho sabe?), rolos e desenrolos. Enfim.

Como eu falei neste post no DeviantART há um mês atrás (calma, só a primeira parte é mentirinha de 1º de abril), estou cheio de coisas pra testar no meu hd, só preciso reorganizar tudo e arranjar disposição. Mas agora as coisas voltaram ao normal, então não há grandes problemas. Espero. 😀

Qualquer coisa, me acompanhem no Twitter.

Ouvindo :: nada
Humor :: apático/indiferente

Wallpapers, wallpapers, wallpapers!

Para não ficar out of time demais, uma bela coelção de links com ótimos papéis de parede:

26 Gorgeous and Colour Spectrum Wallpapers

30 Impressive Colour and Rainbow Wallpapers

150 Awesome Nature Wallpapers

200 Mind Blowing Nature Wallpapers

50+ Nice Apple Wallpapers

Apple Wallpapers

Ouvindo :: Pulley – Empty
Humor :: indiferente/apático

Baixe 500 fontes de graça!

Designers e modders, especialmente os que criam wallpapers, skins e outros projetos gráficos para o desktop vão achar essa dica bastante útil. O Fonts500 é um site que lista 500 fontes populares e permite o download gratuito, com uma ressalva: uma fonte de cada vez. Tsc, tsc, tsc.

Se você não tem paciência para clicar link a link de download, pode desembolsar $2,77, e obter o download de tudo de uma vez. Mas se você não quer pagar (dizer que não pode pagar é sacanagem!) e não quer se dar ao trabalho de sair clicando como um louco, pode usar um gerenciador de downloads que possa vasculhar pelos arquivos compactados no servidor. Diversos offline browsers fazem isso, assim como muitos gerenciadores populares, como o Free Download Manager, usado neste exemplo.

Faça o seguinte: vá até o site Fonts500.

Note que ao passar o cursor sobre a imagem que simboliza cada fonte, você vê na barra de status do navegador o caminho para o link de download. Mas os links mais importantes são os das 5 páginas de listagem de fontes, que estão no rodapé do site, como um índice.

Você precisará destes links para navegar pelos arquivos no servidor, através do seu gerenciador de downloads. No caso do Free Download Manager, basta ir na aba Site Explorer, inserir o link desejado no campo Address, e clicar em Go. O FDM vai listar o que encontrar na página pra você. Basta então selecionar todos os arquivos com extensão ZIP, clicar com o botão direito, e selecionar no menu de contexto a opção download. Surgirá uma janela pedindo sua confirmação, basta clicar em Ok. Ele vai começar a baixar os arquivos.

Acompanhe o progresso na aba Downloads. No meu caso ele baixou quase tudo, acho que faltaram umas 10 fontes, mas isso é problema no servidor, pois os arquivos não estavam disponíveis. Talvez não aconteça com você, de qualquer maneira não é o fim do mundo.

Simples assim, então duvido que surjam quaisquer dúvidas. Essa dica serve pra muitas outras finalidades, como baixar de uma vez diversas imagens (wallpapers, por exemplo), pacotes de ícones, skins, ou músicas de um servidor que permita listagem e pode ser facilmente aplicada no uso de outros programas que possam fazer esse tipo de tarefa. Exemplo? O Offline Explorer é o melhor e mais fácil de usar navegador offline que existe na minha opinião. As configurações dele são mais complexas que do FDM, mas o conceito de navegação de diretórios é parecido. Outros gerenciadores de download que têm funções de listagem de arquivos também podem ser usados e caso você não queira mudar seu programa atual, pode tentar o FlashGot, uma extensão para Firefox que facilita muito a associação de tarefas de download mais complexas com diversos gerenciadores. E você também pode fazer o mesmo em outras plataformas, como Linux e MacOS sem problemas, com os programas certos.

Bons downloads!

Ouvindo :: Legião Urbana – Quase sem querer (4:40)
Humor :: tenso/preocupado

Ferramentas de busca para ícones

Recentemente, a Kika publicou no seu blog uma pequena lista de ótimos reposítórios de ícones, sugeridos por leitores. Daí, lembrei da minha famosa lista “Ícones, ícones e mais ícones”, publicada em novembro de 2006, que compila uma série de links sobre ferramentas, editores, gerenciadores e repositórios de ícones. Excelente para viciados em deskmod.

Bom, há algum tempo atrás li sobre o IconLook, no Lifehacker, e vasculhei a web para saber mais sobre serviços próprios para a busca desses pequenos elementos gráficos. Uma busca rápida pelo termo icon search no Google revela alguns como os listados a seguir:

O IconFinder tem uma interface simples e limpa. Não tem atualmente recursos avançados de busca, como escolha por dimensão, por exemplo, mas tem uma nuvem de tags sobre os termos pequisados, além de informações sobre a licença dos ícones exibidos na busca.

O IconLet tem a interface mais espartana de todas as ferramentas, mas os resultados da busca exibe mais detalhes imediatos sobre os arquivos encontrados, como dimensão e licença de uso. Além disso, é possível refinar as buscas, clicando em Advanced search.

Pode-se dizer que o IconLook é o meio termo entre as duas ferramentas anteriores. A interface do site é puramente Web 2.0, e é possível refinar facilmente a busca ao escolher as dimensões desejadas logo abaixo do campo de pesquisa. O resultados exibem as resoluções disponíveis para cada ícone, e o site ainda uma nuvem de tags e indíces de resultados populares, mas ele nao exibe o nome dos arquivos e nem a licença de uso dos arquivos nos resultados. Ao clicar nos resultados há, entretanto, uma série de informações omitidas na página de busca. Ótima surpresa.

O IconSearch tem um funcionamento muito parecido com o IconLook, embora seja menos avançado em alguns pontos. Ele não exibe informações sobre licença, mas permite navegar pelos arquivos no site original ou fazer o download direto dos pacotes através da interface de busca. Assim como nos demais, faltam alguns recursos, mas ainda sim gerou bons resultados.

Nenhum desses serviços é tão eficiente para encontrar pacotes sobre temas específicos (exemplo, sistemas operacionais) quanto ir em um site como o DeviantArt e buscar pelos termos certos. Procurei por termos como NeXT e BeOS e não obtive resultados em nenhuma delas. Mas vou dar um desconto, talvez precisem melhorar os mecanismos de indexação, por exemplo. Além disso são serviços novos, e ainda tem muito a oferecer no futuro.

É certo dizer que são ferramentas interessantes e úteis na busca de termos mais genéricos, por exemplo, como “audio” ou “folder”, ou para webdesigners em busca de arquivos para algum projeto. Imagine quanta coisa ainda dá pra descobrir!

Ouvindo :: Lemonheads – Dawn can’t decide (2:18)
Humor :: zen/tranquilo

Lembra do Windows 3.11?

Pobres adolescentes de hoje… (encarem o termo como acharem melhor), não viveram uma época áurea da informática – tosca, é verdade, mas ainda sim áurea. Eu mesmo, com meus vinte e poucos anos não vi tanta coisa assim, mas era mais empolgante naquela época do que deve ser pra você hoje, que todo dia vê algum PC no caixa do supermercado. Já eu, lembro muito bem do Windows 3.11: uma “casca” em forma de ambiente de desktop, que ainda não era um sistema operacional, e rodava sobre o DOS.

Me lembro na escola, nos idos de 1993 ou 1994, quando começamos a ter a primeiras aulas de informática: “- Esse é o MS-DOS. Quando chegar na tela tal, digitem ‘win.exe ou win ponto alguma coisa’ para entrar no Windows “. Dizia o professor, eu estava na 2ª ou 3ª Série, do comando é certo que não me lembro mais. De alguns programas sim, NeoPaint, NeoShow, Keen (suspeito que fosse Commander Keen, rodando direto do DOS) quando o professor não tinha o que fazer. Ensinavam alguns comandos de DOS sim, mas isso já não parecia importante, afinal tinhamos a interface gráfica disponível, e para qualquer criança isso é mais divertido e simples de entender do que a linha de comando.

E pensar que ainda vivíamos os resquícios da reserva de mercado e que os únicos computadores que eu me lembro de ter visto na época eram na recepção do hospital quando minha mãe foi marcar alguma consulta, e talvez no trabalho do meu pai. Eram aquelas caixas grandes com um monitor desproporcional em cima, de tela nenhum pouco plana piscando um cursor verde e um drive imenso de disquete. Saibam newbies, que de meados do 80s até 1994, era muito difícil importar equipamentos de informática do Brasil. Me lembro ainda que depois disso, quando fomos fazer algum trabalho em grupo na casa de um colega, ele dizia “-Essa é a máquina mais rápida do mercado”. Era um Pentium 90 (só sei do clock, porque vinha escrito e iluminado em letras verdes, naqueles gabinetes com BCD na frente). Não sei em que ano foi isso, mas hoje sei que não era exatamente a verdade, mesmo para um PC doméstico, mas ainda rodava Win 3.11.

Sei que durante alguns anos a escola mantivera os mesmos equipamentos, lembro que eram PCs IBM, até migrarem para Windows NT por volta de 1995 ou 1996 em máquinas Itautec. Em 2000 migraram para Pentiums Katmai 450 MHz e Windows 2000, como o que eu tinha em casa em 99, mas com o dobreo de RAM (128MB), e mais recentemente (em 2005), soube por um ex-professor que já eram Pentium 4 HT e Windows XP. Já não moro mais naquela cidade há 6 anos mas sei que de 2005 para cá, não demorará para eles migrarem, até o Windows 7 sair do forno.

Ficou interessado ou curioso para sentir o look n’ feel do Windows 3.11? Sem a linha de comando, é claro. Se você usa o WindowBlinds, pode testar o tema abaixo:

O tema, criado por mrrste, do DeviantArt, vem em versões para Vista e XP.

Por que tudo isso? Para que meus caros leitores que nasceram há 15, 16 ou 17 anos não fiquem impressionados com as facilidades que existem por aí. Esses efeitos de interface (que já são até velhinhos para a era da informação) são só perfumaria. Eu gosto de customizar interfaces, usar skins, temas e especialmente manter tudo organizado. Mas eu sempre fui fã da personalização simples e funcional, poucos programas, nada de excessos, e essencialmente aplicativos que não interferem na produtividade. Todo “frufru” que veio com o Aqua, Quartz, Beryl, Compiz, Aero, etc foram avanços que trouxeram sim benefícios importantes para o uso dessas interfaces, mas grande parte desses efeitos só servem para agradar aos olhos e degradar a performance da máquina. Por mais RAM que eu tenha, ainda prefiro desabilitar grande parte desses recursos. Talvez eu mude de idéia mais tarde, mas hoje não.

Ouvindo :: Cold – Wasted Years (4:07)
Humor :: zen/tranquilo